sexta-feira, 22 de outubro de 2010

I - Beautiful, Dirty, Rich

 
Lady Gaga - Beautiful, Dirty, Rich  ♪ 


“Enquanto se pratica um pecado, sente-se apenas a virtude.”
- Ana Helena Pereira


Bella POV

O melhor de morar sem meus pais nessa casa, era eu poder dar festas na hora que eu bem quisesse. Ainda mais em uma mansão como a que eu vivo.

Pessoas convidadas e não convidadas, abarrotavam o enorme jardim da propriedade Cullen. Jovens bêbados e até drogados, davam olá para as férias de verão. A piscina foi coberta por uma pista de dança. Coisas que o dinheiro compra.

E ainda dizem que o dinheiro não trás felicidade.

Eu, Isabella Marie Cullen, procurava uma maneira de fazer Gianna não misturar maconha com crack, somente porque seu querido namorado, Edward Anthony Masen, estava 45 minutos atrasado.

Minha irmã tinha uma terrível tendência suicida, e eu ainda me perguntava se essa maluca era realmente minha irmã.

Ela estava namorando o Masen à 5 meses, e era completamente dependente dele. Ele era a sua droga particular, como se ela já não lidasse com muitas drogas no seu dia a dia, e para o meu completo desespero… ele também era a minha droga particular.

De alguma maneira sexualmente distorcida, Edward Masen envenena meu sangue cada vez que cruza meu caminho, à exatamente um ano e meio, mas somente quando Gianna começo a namorar com ele, que o belo britânico quis algo comigo. De acordo com ele, era mais excitante… e realmente era.

Nada se comparava a atração física que Edward e eu compartilhávamos. Quando nossos olhares se encontravam, era como se faíscas ascendessem mesmo na distancia, mas sabíamos controlar isso na frente dos outros.

Não éramos românticos, não era como se nós estivéssemos perdidamente apaixonados, isso eu deixava para minha irmã drogada, e por falar nela...

- Gih, para com essa loucura, ele já esta chegando, isso se já não tiver chegado – apoiei minhas mãos na sua mesa. – Enquanto você está aqui, alguma bitch lá embaixo está se esfregando nele.

Ela largou as bolsinhas com pedrinhas de crack e um monte de maconha na cama.

- Você está certa – ela disse praticamente saindo como uma bala do seu quarto.

Tudo bem, eu arrumo isso. Por nada.

Bufei pegando os pacotes na cama dela, e colocando na mesa. Peguei sua bolsa, procurando indícios de mais alguma droga.

Três pacotes com cocaína, mais um pacote com 4 pedras de crack, um cachimbo e papeis para fazer fumo.

- Gih, onde você se meteu, que vida é essa – murmurei para mim mesma indo em direção ao banheiro do seu quarto, despejando o conteúdo dos pacotes no vaso sanitário. Uma pequena fortuna estava indo por água a baixo, literalmente. Coloquei o cachimbo na lata do lixo.

Mordi meus lábios indo para o lavabo. Lavei bem minhas mãos, tirando qualquer vestígio de droga delas. Enquanto as secava, pensava na Gianna.

Ela era drogada, bêbada, e não se incomodava em querer procurar ajuda. Tudo começou quando nossos pais foram embora, e ela foi morar com Esme em Paris. Como era a mais nova, ela teve que ir, e foi na incrível cidade da luz que ela começou a utilizar droga, de qualquer tipo. Quando ela estava se tornando um estorvo, mamãe mandou ela de volta e então piorou.

Gih se sentiu rejeitada por Esme, e ela realmente estava sendo.

James e eu não tínhamos como controlar ela. Tudo bem que era nossa irmã mais nova, mas não mandávamos nela. Ela diminuiu seu consumo de drogas quando Edward entrou na vida dela. Nos dois primeiros meses ela mal usava drogas, estávamos com esperança de que ela parasse de vez, e então alguém colocou dentro da sua cabeça que Edward estava traindo ela.

Suspirei balançando a cabeça e rindo comigo mesma, lembrando do desespero da minha irmã ao ler aquele e-mail anônimo, mas não foi nada engraçado ver ela se atolando na cocaína minutos depois.

Sai do seu quarto, indo em direção as escadas, e antes de ir para a festa, passei na cozinha onde Holly estava sentada na mesa lendo um livro de receitas. Em dia de festas nenhum empregado da minha casa se envolvia, apenas se fosse necessário.

Holly era a governanta da casa, como minha segunda mãe, ela que sempre cuidou de mim e dos meus irmãos.

- Senhora Holly, retire o lixo do banheiro da Gianna – eu pedi encostando-me no balcão da cozinha.

- Mais cachimbos ou seringas? – ela perguntou, retirando seus óculos e fechando seu grosso livro.

- Cachimbo. Joguei o resto no vaso sanitário, uma boa grana foi gasta ali.

- Gih precisa de um tratamento Bella.

- Meus pais não fazem nada para isso, mesmo com eu e James falando com eles.

- Os seus pais são uns irresponsáveis isso sim.

Sorri aproximando de Holly dando um beijo em sua bochecha.

- E é por isso que gosto da senhora. Vou para a festa, qualquer coisa mande me chamar.

- Aproveite querida – ela sorriu e sai da cozinha.

Os auto-falantes explodiam com Gettin’ over you - David Guetta feat. Fergie , e já fui recebida por um garçom trazendo um Cosmopolitan. Sorri levemente e olhei ao redor.

Todos estavam se divertindo. À noite na incrível Los Angeles sempre era assim. Em alguma casa, boate, praia… jovens querendo atenção, querendo aparecer, querendo ser os melhores…

Mas melhores que os Cullen? Nunca seriam.

Os babacas desse lugar beijavam e se possível lambiam, o chão que eu, James e até mesmo Gianna pisávamos. Tínhamos tudo e todos, com um simples estralar de dedo.

Tudo isso por quatro motivos:

Primeiro: Carlisle Cullen era uma espécie de gerente internacional da Channel.

Segundo: Esme Cullen era uma famosa estilista internacional.

Terceiro: Os Cullen também eram donos do maior shopping de Los Angeles.

E quarto: Éramos bons, muito bons, em tudo o que fazíamos.

Ser um Cullen era muito mais do que ter tudo isso, o quarto motivo dizia tudo. Éramos bons no que fazíamos, em como usar nossa grana, em como aparecer em eventos corretos, em como mandar as pessoas irem se foder por simplesmente quererem chamar a nossa atenção da forma errada.

Gianna, mesmo com seus problemas, sabia o poder que tinha e como o usar de forma correta. Ela não se drogava na frente dos outros, ou saia assim na rua. Era sempre dentro de casa, pois ela sabia que o seu nome e o de nossa família estava em jogo.

James era o típico mulherengo de Los Angeles. Todas as garotinhas com hormônios borbulhando suspiravam quando ele passava. James ria da cara delas, e eu ria junto. Adorava ver essas babaquinhas bancando as patricinhas, iria impressionar ele, ou a mim.

Essas garotas achavam que eu tinha uma espécie de exercito. Chegava a ser patético, elas tinham essa idéia por causa de algumas historias da escola. Confesso que quando entrei eu tinha as minhas seguidoras, mas eu era nova e um tanto imatura. Sorri para mim mesma dando outro gole no meu Cosmopolitan e caminhando pela festa a procura das minhas amigas.

De longe vi minhas queridas amigas: Jane, Victoria e Leah. As três eram minhas melhores amigas desde que eu me lembro. Nosso grupo era maior, tinha Alice e Rosalie. E eu sentia falta delas, mas é como dizem, nem tudo é para sempre.

Antes que eu as alcançasse, um par de mãos rodearam minha cintura. Eu não precisava me virar para ter a certeza de quem era. O perfume o denunciava.

- Você é muito cara de pau – eu quase gritei afastando meu corpo de suas mãos e virando de frente para ele. – De onde você tirou a porra da liberdade para me tocar?

- Gatinha, por que você é tão arisca comigo? – aquele bafo terrível de bebida barata entrou em ação.

- Pelo amor de Deus, você dorme com um litro de whiske na boca? – fiz cara de nojo me afastando mais dele, que já veio dando passo para se aproximar. Estiquei meu braço para que ele parasse.

- Bella você já foi mais doce e delicada – ele sorriu, e aquilo me deu náuseas.

A alguns anos ele causaria um efeito avassalador em mim, hoje ele causava exatamente isso: náuseas.

Alec Volturi era um grande idiota, e achava que o mundo girava em torno do seu umbigo. Mas na realidade ele queria ser como James, e por isso o odiava tanto. Meu irmão tinha tudo o que ele queria, e fazia questão de esfregar em sua cara.

- Alec escute – falei pausadamente, para ver se o tapado aprende. – Eu não gosto de você. Tive somente uma paixonite aos 13 anos, isso já fazem 5 e longos anos. Se você ainda entra no jardim da minha casa, é somente por consideração a Jane. Se continuar a me perturbar, você vai passar a sua noite na cadeia. Sua cocaína no seu bolso que o diga. E você sabe que posso falar com Pietro e ele te coloca assim... – estralei os dedos enfatizando a frase – atrás das grades, então circula, e me deixa. Boa noite Alec – mandei um beijo para ele e voltei a seguir meu caminho.

Percebi que nossa conversa foi tão discreta que ninguém, nem mesmo Jane tinha percebido. Suspirei um pouco aliviada. Não estava nem um pouco com vontade ficar dando explicações.

Enquanto caminhava, senti que tinha um par de olhos em mim.

Sempre vai existir uma exceção.

Sorri com meu copo em minha boca. Sua atenção e seus olhos sempre estavam sob meus cuidados. Chegava a ser bizarro, saber que Edward Masen estava se amassando com Gianna Cullen e não tirava os seus belos olhos azuis de Isabella Cullen.

- Ola garotas – eu disse ao conseguir, finalmente chegar até minhas amigas.

- Hey Bella – Jane disse. – E então estávamos falando sobre nossa viagem a Las Vegas no final de semana que vem.

- Oh sim, temos que resolver os detalhes, e é bom que fique entre nós – falei com um tom mais baixo. – Não quero ninguém atrás da gente. É nosso momento nossa viagem – sorri para minhas garotas. – Quando começar a faculdade, não teremos mais nossa linda Leah conosco – abracei minha amiga.

- Ai B. para, eu vou chorar – ela disse um pouco manhosa. – Eu ainda não acredito que os meus pais realmente vão me obrigar a ir para Yale.

- Pais, pais, eles sempre querem nos atrapalhar – Vick disse virando um copo, que eu presumia ser Vodka pura.

- E é nesse momento que eu dou graças à Deus por meus pais serem divorciados, e nem morarem no mesmo estado que eu – sorri terminando o resto do meu Cosmopolitan.

- Realmente você tem sorte. Seu pai em New York, sua mãe em Paris. Deus não da asa a cobra, como eu queria que isso acontecesse comigo – Vick disse pegando um copo de champagne que o garçom passou oferecendo, eu aproveitei e peguei uma também. – E de quebra poderia levar a irmã chata que eu tenho. Alice está se tornando insuportável a cada dia que passa. Ela queria sabotar a festa hoje. Como não recebeu um convite, estava tentando bolar algo na Face, mas eu tive que colocar aquela idiota no lugar dela. Agora ela deve estar em casa prendendo o pobre do Jasper.

Eu e as garotas demos uma gargalhada. Era bem típico de Alice Brandon fazer isso. Ela era tão boba, todos se matavam por um convite meu, jamais deixariam de ir a uma festa dos Cullen, por uma festa dos Brandon, Hale, Masen, ou qualquer outro que achava que poderia ir contra o nosso poder.

- Alice nunca vai mudar – eu disse simplesmente. Tomei um gole da champagne. – Vou falar com o DJ e pedir para ele colocar uma musica para nós.

Todas nós sorrimos em cumplicidade, e claro que Sexy Bitch iria tocar nessa festa, mas precisavam saber que nós estávamos ali.

Fui até a cabine do DJ, e lhe disse o que eu queria. Deixei minha taça em sua cabine e sai de lá, diretamente para a pista, onde minhas queridas amigas me esperavam.

Nos primeiros acordes, a roda já estava formada, e nós quatro no meio. Todos sabiam que essa música era nosso momento, como um batizado da festa.
Éramos a realeza das garotas de Los Angeles. Mesmo tendo Rosalie e Alice, que definitivamente eram lindas, rodando nessa mesma cidade, a diferença está em mim. Estar ao meu lado lhe garantia, fama, fotos em tablóides, garotos e até garotas querendo um encontro, e claro muitas portas abertas. Esse era um dos motivos para as garotas babacas quererem tanto a minha atenção.

Vick olhou para mim com aquele rostinho mimado, e lhe dei o que queria. Um simples beijo estalado. Eu sabia que ela não estava satisfeita, mas não precisava que toda Los Angeles se desse conta do que se passava por aqui.

No final o Dj emendou com Rude Boy da Rihanna, e o círculo não existia mais, agora todos queriam um espaço nas luzes que rodavam a pista.

Mais ou menos duas horas depois a festa ainda bombava, estava sentada em uma das mesas espalhadas pelo jardim. Notei Gianna um pouco mais pra lá do que para cá.

Está na hora do remédio irmãzinha.

Edward a segurava com carinho, e até sorri com a cena. Apesar de tudo ele cuidava dela.

Entrei em casa e fui até o quarto dela. Com todos esses problemas de Gianna, ela tomava um remédio 100% natural para poder dormir, e o negocio era poderoso, derrubava em questão de minutos. Tarja preta eram proibidos para ela.

Peguei uma das cápsulas, e o que facilitava era o pó dentro dela. Guardei o remédio em seu lugar, e voei para a cozinha. Peguei um suco de maracujá na geladeira e coloquei em uma taça. Dissolvi o pó dentro do liquido, mexi um pouco e voltei para a festa.

Edward já tinha entendido o que ia acontecer e facilitou meu trabalho estando com Gih perto do local onde eu iria sair.

- Suco Bella? – ela falou com a voz manhosa e fez careta.

- Você não pode ficar só no álcool amor – Edward disse e ela revirou os olhos.

- Sério Gih, toma e você pode voltar para a festa.

- Argh, tudo bem. Vocês dois tem complô contra mim – ela disse entre dentes pegando o copo.

Olhei para Edward pelo canto do olho, com um meio sorriso nos lábios.

- Vou dar uma volta, vejo se encontro com Emmett, preciso falar com ele e já volto, tudo bem – Edward disse dando um beijo na testa da Gianna e saiu de perto de nós.

Ela suspirou e eu mordi minha bochecha por dentro.

- Ele é tão legal comigo – ela disse me entregando a taça vazia.

- Eu sei – sorri para ela. – Venha, vou guardar o copo na cozinha.

Gianna me seguiu e eu sabia que ela não duraria muito em pé. E foi dito e feito. Quinze minutos depois ela voltava para dentro de casa, agora com Edward que a colocaria para dormir.

Fui até James, que estava agarrando uma loira que eu não conhecia. Cutuquei seu ombro e ele se virou com a boca toda manchada por um batom vermelho vagabundo. Nem me dei ao trabalho de olhar para a garota.

- James, cuide da festa, e da casa. Vou deixar esse aviso com Holly também. Estou saindo e, por favor, sou nova demais para ser tia – sorri forçadamente e ele rodou os olhos.

- Pode deixar Isa – ele sorriu. – Vá curtir sua noitada, sei lá com quem.

Nem respondi e caminhei para dentro da casa, e deixei o aviso a Holly. Sai pela porta que dava na garagem, entrando no meu lindo e amado Audi.

Dirigi para o meu refugio, e eu estava precisando muito relaxar.

Edward POV

- Já vou para casa querida – eu disse para Gianna e dei um beijo em sua testa, enquanto a cobria.

- Pensei que ia ficar aqui comigo – ela fez beicinho, mas não era como o beicinho da Marie.

- Não posso, meu pai precisa de mim amanhã bem cedo, descanse.

- Tudo bem – ela disse já sonolenta. – Boa noite baby.

- Boa noite meu bem – desliguei a luz do seu quarto e fechei a porta.

Agora que a diversão começa Masen.

Sorri ao escutar meu celular apitar com mensagem, enquanto eu descia as escadas da grande mansão dos Cullen.

“Venha logo seu babaca”

Bella não tinha jeito. Maltratava, mas adorava usar e abusar desse babaca aqui.

Sai da mansão indo em direção ao meu lindo Volvo prata. Lindo, perfeito e novo em folha. Enquanto atravessava as ruas de Los Angeles, pensava em como aquele belo par de olhos chocolate conseguia me dobrar por inteiro.

Eu não era uma pessoa dominável, e Bella conseguia fazer isso comigo em cinco segundos, era alguma coisa em seu jeito Cullen de ser. Ela tinha tudo e todos aos seus pés, inclusive eu.

Sim eu sou um grande canalha. Namoro uma e desejo a outra. Mas entenda, por Gih é um grande carinho e afeto, por Bella é o fogo, o desejo, os lábios, o corpo, a pele quente, o cheiro de morangos, o sabor de mel que sua pele tinha os cabelos compridos que se espalhavam no travesseiro branco...

Não, eu não amava Bella dessa forma, era tudo carnal. Eu a amava como amiga, mesmo ela me zoando pelo meu sotaque britânico desde o primeiro segundo que falou comigo.

A primeira a tomar a iniciativa de falar com o estranho de Londres. Até Tanya e Emmett já tinham conhecido alguém por lá. Mas parece que foi só a Isabella Cullen falar comigo que todos se interessaram em me dar um olá.

“Isso se chama o poder de Isabella Marie Cullen”  - ela disse vendo meu espanto.

“Estou vendo. Você realmente tem poder Marie” – e foi ai que tudo começou.

Entrei no grupo dos populares da escola, e em três dias uma fila de garotas queriam estar em meus braços.

Eu sei, é assustador.

Bella chamava minha atenção, mas eu fui tão babaca de somente querer tomar uma iniciativa quando estava namorando sua irmã, Gianna. Mas eu gostava do que ela poderia me dar, e estava disposta a isso.

Em um ano e meio aprendi a usar também o impacto que o nome Masen tinha sobre Los Angeles, era estranho e bom ao mesmo tempo, ver como as pessoas agem diferente com você, quando sabem seu nome completo.

Meu pai, Edward Masen II, era dono da mais requisitada empresa de agencia de publicidade dos EUA, e isso fazia com que as pessoas estendessem um tapete vermelho.

Nós morávamos em Londres desde que eu nasci, a empresa aqui nos EUA, ficava nas mãos da minha tia, Kate Brandon, mas ela morreu a 2 anos, e meu pai tomou a decisão de se mudar para cá. Em Londres ele advogava, e era bom no que fazia. Percebo que ele sente falta disso, mas a empresa é da família, então jamais abandonaria isso.

Minha irmã, Tanya, é a única que se interessa por esse ramo da publicidade, e vejo que no futuro a M&B Publicidade ficara em suas mãos. Eu queria ser advogado como meu pai, e meu irmão, Emmett, compartilhava esse meu sonho. Já nos imagino montando uma empresa de advocacia no futuro.

Entrei no estacionamento do edifício, onde o porteiro já tinha liberado para mim. Esse era um dos mais luxuosos edifícios de Los Angeles, cada andar era um apartamento, logo somente com a liberação do morador que um elevador parava em tal andar.

Quando estacionei, peguei meu celular discando o número que precisava, e no primeiro toque fui atendido.

- Já estou aqui – eu disse caminhando para o elevador.

- Liberei o andar, pode vir – sorri com o tom da sua voz. Completamente malicioso.

- Estou chegando – apertei o numero 20.

Meu apartamento ficava no 19º andar. E Bella pegou a cobertura.

“O meu poder Edward, o meu poder.” – ela disse debochada rodando a chave do apartamento, no dia que recebeu.

O elevador parou e caminhei até a porta tocando a campainha. Segundos depois ela abriu, e estava espetacular.

Uma camisola azul bebê, completamente transparente, cobria seu delicioso corpo. O tecido acabava no começo da sua coxa, por baixo com certeza tinha uma calcinha incrivelmente pequena. Seu sorriso malicioso me convidava, me chamava, me atraia...

Mas quando ela mordeu o lábio inferior, foi o fim do meu alto-controle.

Entrei no apartamento fechando a porta atrás de mim, e puxando aquela garota para meus braços. Nossas bocas se chocaram em um beijo urgente.

Cada vez que eu sentia seu sabor em meus lábios, era uma explosão de sentimento dentro de mim. Bella tinha segredos e formas de fazer um homem, qualquer um, cair aos seus pés.

Seu corpo era lindo, bem torneado. Seus lábios carnudos e deliciosos. Seus olhos chocolate que pareciam que nos afogava naquele mar marrom. Seu cabelo longo e levemente ondulado era como um convite para ser puxado.

Meus dedos entraram em seu cabelo, puxando-a para mais perto de mim, como se assim eu fosse ter mais dela. E ela também o fazia comigo, e cada vez que ela puxava os meus fios, eu sentia minha respiração parar.

- Você está tão deliciosa – murmurei em seu pescoço, quando precisamos de ar.

- É tudo para você – ela disse jogando a cabeça para trás, me dando mais do seu lindo e branco pescoço. Aquele sabor de mel, que somente ela tinha, me deixava embriagado. O som que saia da sua garganta fervia meu sangue.

Ela era a minha dose própria de pecado.

Minutos depois nossas roupas estavam espalhadas pelo chão do apartamento, e nossos corpos nus caídos no imenso sofá da sala. Sofá de couro.

- Estava com saudade de tudo isso – ela disse passando suas unhas bem pintadas nas minhas costas, enquanto eu dedicava minha atenção aos seus seios.

- Eu também – respondi sugando seu mamilo esquerdo, apertando o direito com minha mão. Ela gemeu arqueando as costas, e colocando suas pernas entorno do meu quadril.

- Preciso de você… dentro de mim… agora – ela falou ofegante, afundando as unhas nas minhas costas.

Levantei relutante, e busquei minha calça no chão, tirando de lá minha carteira, onde tinha uma camisinha. Apesar de Bella ser a única que eu tinha uma vida sexual nesse momento, não queríamos correr o risco de sermos papais.

Seu olhar faminto percorria meu corpo, enquanto eu caminhava de volta para ela. Coloquei minhas mãos de cada lado do seu corpo, percorrendo sua cintura lentamente. Suas pernas se abriram e novamente ficaram entre meus quadris.

Bella colocou suas mãos no meu rosto e me puxou para um beijo. Sua língua percorria minha boca faminta, e minhas mãos seguravam seus seios. Penetrei-a, sentindo sua carne apertando meu membro. Mesmo com o sexo, ela ainda era tão apertada. Gemi em sua boca com a sensação, enquanto entrava e saia, precisando de mais.

Nunca ficávamos satisfeitos, mesmo depois de uma noite de sexo. Era como se cada vez nos tornássemos mais dependentes desses sentimentos que tomavam conta do nosso corpo.

Nossos corpos já estavam cobertos por uma fina camada de suor, mesmo com o ar-condicionado do apartamento ligado. Os gemidos e grunhidos que liberávamos era o único som do lugar, alem do barulho de pele se chocando.

Mordi o ombro dela levemente, enquanto ela apertava suas unhas nos meus. Tínhamos estado juntos duas semanas atrás, e não era comum ficarmos tanto tempo sem nos encontrar, mas era época de provas finais, pelo menos para nós, que estávamos a caminho da universidade. UCLA era a escolha de basicamente todos.

Os fracassados iriam para bem longe de Los Angeles, afim de esquecer qualquer tipo de problema que tenham tido. Os poderosos, digamos assim, preferiam ficar em sua bela cidade, onde mandavam e desmandavam como bem entendiam.

Encontrei novamente sua boca, quando sentia que eu estava perto da borda, e ela também, pois me apertava ainda mais. Mordi seu lábio inferior, enquanto seu corpo tremia em sua libertação, e com mais alguns movimentos, eu também vim.

Cai com meu corpo por cima do dela, colocando meu rosto em seu pescoço, respirando seu perfume sofisticado. Ela respirava ofegante, e alisava meu cabelo.

- Venha, vamos para o quarto – ela disse tentando acalmar sua respiração.

Levantei e peguei-a no colo, ela soltou um gritinho e beijei sua bochecha.

- Marie, a noite só esta começando.

Ela soltou uma gargalhada sonora, enquanto eu a levava pelo caminho que bem conhecia.





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